Fabrício Guerreiro!

Treze de novembro de 2010. Campeonato Brasileiro nos suspiros finais.  Pacaembu lotado, ano do Centenário do Corinthians, adversário direto do Cruzeiro na busca pelo título. A partida vai caminhando para um empate sem gols.  De repente, em um lance com o zagueiro Gil, Ronaldo desaba na grande área. O afoito juiz não respira duas vezes antes de parar o jogo e, desfazendo até mesmo a versão do bandeira, acusa penalidade máxima e aponta a marca do pênalti. A revolta é geral do lado azul. Jogadores, torcida, comissao tecnica. Cuca é expulso. Gilberto é advertido. A penalidade é cobrada. Um Fábio desolado sequer se esforça ou concentra. Gol.  A confusão com o árbitro continua. No meio dela, um jogador afoito, de olhos estatalados e com uma raiva a exalar por todos os poros, cobra de  Sandro Meira Ricci uma posiçao. Aquilo nao podia acontecer. Era muita coisa que estava em jogo. Sangue. Suor. O título brasileiro! Ele empurra. Ele discute. Ele grita. Ele esbraveja. Porém nada é feito  para mudar a situação. O jogo prossegue. Porém, não para ele. O guerreiro ferido e com os brios afrontados, chuta a bola pra longe de si e deixa o campo de jogo, antes mesmo do término da partida. Simplesmente, dá as costas a toda a baixaria e pouca vergonha que acontecia e simbolicamente diz: “EU NAO PARTICIPO DESSA VERGONHA”. Aos fundos se ouve a torcida ainda assustada, porém orgulhosa da atitude de seu jogador.

Guerreiro Fabrício! Guerreiro Fabrício! Guerreiro Fabrício! Guerreiro Fabrício!

Sim, é ele. Fabrício de Sousa, simplesmente. Ele não chegou falando muito. Nao chegou aqui como promessa de craque. Ele simplesmente se fez. Craque, guerreiro, líder. Fala o que pensa, não é comprado por meia dúzia de patrocínios ou comerciais Nextel. É um guerreiro sofrido, passou por váriascontusões, por várias situações difíceis. Já esteve do  lado paulista da força, porém, se tomou tanto de amores pelo nosso Cruzeiro que já pôs a boca no mundo para falar sobre a arbitragem que prejudica os times mineiros. Já foi às lágrimas em uma entrevista coletiva ao se recordar de certos comentários humilhantes que ouviu de um juiz enquanto estava caido no chao, sentindo dores de uma lesao no ligamento do joelho. Embora não leve a faixa de capitão em seu braço direito, Fabrício é um líder no elenco, ou melhor, dentro da China Azul. De caráter impecável, sensibilidade tocante, sangue e raça até a última gota de suor, é daqueles que fazem falta no time, independente da situaçao; é daqueles que ninguém preenche seu lugar em campo. É um jogador que transforma um jogo morno em uma batalha épica. É daqueles que fala o que quer e assume o que fala em  frente a mim, a você, a qualquer um. Dá a cara a bater. Tem opiniao própria, sensata, e não importa que ninguém concorde: ele mesmo se encarrega de defendê-la com unhas e dentes. Ninguém pisa o Cruzeiro ou macula seu escudo e sua imagem sem enfrentar o Guerreiro Fabrício, nosso volante guerreiro, de sangue azul, cabelos desalinhados e que leva em seus olhos  uma constelaçao de cinco estrelas e uma naçao de 8 milhoes, pelos quais dá a vida cada vez que entra em campo.

Fabrício. Simplesmente ele. O cara. Ídolo. Orgulho. Raça. Sangue. Guerreiro. E algo mais.

#CruzeiroSempre

Por: @lugonzagak

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